Saiba a diferença entre inflamação e câncer de próstata

Embora os homens não lhe prestem a devida atenção, a glândula prostática costuma apresentar muitas alterações com o avanço da idade, mesmo que nem todas representem algum problema mais sério, como um tumor maligno, por exemplo.

O fato é que o câncer de próstata é uma das doenças que mais matam os homens, por isso, é fundamental saber quando é apenas uma inflamação ou quando é câncer de próstata.

A próstata é uma glândula, com cerca de 3 cm, localizada na parte baixa do abdômen, logo à frente do reto, cuja função no corpo masculino é produzir 70% do sêmen, o líquido que contém os espermatozoides.

Doenças mais comuns na próstata

Geralmente, os problemas na próstata vão surgindo à medida que o homem envelhece, por isso, 75% dos casos de câncer acontecem em pacientes com mais de 65 anos.

Mas, algumas doenças na próstata podem afetar homens mais jovens, como a prostatite, que é uma inflamação da próstata, e a hiperplasia prostática benigna, um crescimento que não tem nada a ver com câncer.

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Porém, pela localização da próstata, todas essas doenças costumam apresentar sintomas relacionados à bexiga e à micção.

Confira algumas doenças:

1. Prostatite

A prostatite é a inflamação da próstata que, geralmente, afeta homens adultos, porém, pode atingir até pré-adolescentes. A prostatite se caracteriza pelo crescimento da glândula, causando sintomas como dor e dificuldade para urinar.

Para diagnosticar a doença são realizados exames com toque retal, dosagem sanguínea de PSA (antígeno específico da próstata) e o exame de urina.

A prostatite, no entanto, pode ser ser de diferentes tipos, classificada de acordo com sua origem e manifestações clínicas:  Prostatite bacteriana, Prostatite bacteriana aguda, Prostatite bacteriana crônica, Prostatite não bacteriana e síndrome da dor pélvica crônica.

Prostatite e câncer

Ao contrário do que muitos homens imaginam, a prostatite é uma condição benigna e não tem nada a ver com câncer, portanto, não tem o menor risco de desenvolver a doença.

Mas, caso a prostatite não seja tratada corretamente, como por exemplo, prostatite bacteriana aguda, ela pode causar um abscesso, sendo necessário o paciente se submeter a uma drenagem cirúrgica, sem falar no risco de resultar em um quadro de infecção generalizada (septicemia).

2. Hiperplasia prostática benigna

Também sem relação com o câncer, a hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento da próstata, e costuma afetar cerca de metade dos homens entre 50 e 60 anos, e 90% de homens acima dos 85.

Embora não se saiba ainda, exatamente, suas causas, a HPB é uma condição fortemente associada ao processo de envelhecimento.

Porém, o aumento de tamanho da glândula não costuma ser nada muito sério e, nem mesmo, aumenta o risco do paciente desenvolver câncer de próstata. Mas, pelo fato da próstata se localizar ao redor da uretra, seu crescimento provoca sintomas que acabam afetando a qualidade de vida do paciente, dentre eles:

  • Dificuldade para urinar;
  • Micção frequente;
  • Demorar para iniciar e concluir a micção;
  • Jato de urina fraco ou interrompido;
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

O diagnóstico da HPB é feito através dos sintomas relatados e pelos exames de toque retal, dosagem de PSA, ultrassonografia e biópsia da próstata, necessários para diferenciar o HPB do câncer.

Já, o tratamento depende dos sintomas, geralmente, incluindo medicamentos e, em alguns casos, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos para remover o excesso de tecido.

3. Câncer de próstata

O câncer de próstata é o que mais acomete os homens, só perdendo para o câncer de pele. Vale saber que o câncer de próstata cresce tão lentamente que pode levar até 15 anos para atingir 1 cm³.

O problema é que o câncer de próstata não apresenta sintomas em fase inicial, por isso, é tão importante que os homens façam exames anualmente, pois se descoberto no início tem chances de cura completa.

O diagnóstico do câncer de próstata é feito através de exame de toque retal e a dosagem de PSA, seguindo para a biópsia e a ultrassonografia para, só então, confirmar ou desconsiderar a presença do câncer.

Por ser uma doença silenciosa, muitas vezes, ela só é identificada quando o tumor já se espalhou para outros tecidos, em um estágio bem mais avançado e de difícil tratamento.

Por isso, a necessidade de diagnosticar o problema ainda em sua fase inicial, o que só é possível se consultando regularmente com um urologista, após os 50 anos e, em casos de doença na família, a partir dos 45 anos.

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